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Transtorno em Aprendizagem

De acordo com o DSM 5, o transtorno específico de aprendizagem é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado pela presença dos 04 (quatro) critérios diagnósticos:

1 – Dificuldades em aprendizagem e no uso de habilidades acadêmicas, com a presença de ao menos um dos sintomas a seguir, que tenha persistido por pelo menos 06 meses, apesar da provisão de intervenções dirigidas a essas dificuldades: (leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço; dificuldade para compreender o sentido do que é lido; dificuldade para ortografar; dificuldade com a expressão escrita; dificuldade para dominar o senso numérico, fatos numéricos ou cálculo; dificuldade no raciocínio)

2 – Apresenta as habilidades acadêmicas afetadas substancialmente e quantitativamente abaixo do esperado para a idade cronológica do indivíduo, causando prejuízos significativos no desempenho acadêmico ou profissional ou nas atividades cotidianas.

3- As dificuldades de aprendizagem iniciam-se durante os anos escolares.

4 – As dificuldades de aprendizagem não podem ser explicadas por deficiências intelectuais, acuidade visual ou auditiva não corrigida, outros transtornos mentais ou neurológicos, adversidade psicossocial, falta de proficiência na língua de instrução acadêmica ou instrução educacional inadequada.

 Transtorno em Aprendizagem – Dislexia

 A dislexia se trata de um transtorno neurológico com uma provável base genética afeta 5-8% da população, afeta mais meninos que meninas. As características centrais são: problema de decodificação da palavra, que por sua vez causa impacto no desempenho ortográfico e na fluência da leitura Inteligência preservada (Snowling, 2013)

A explicação cognitiva predominante da dislexia é que ela afeta o processamento fonológico. Dificuldades com o desenvolvimento da consciência fonológica e

problemas com atenção, memória e organização também são relatados (comorbidades)

 Áreas cerebrais envolvidas na Dislexia

As áreas do cérebro envolvidas no processo de leitura como, as regiões temporal-parietal denominado circuito dorsal-simbólico que é responsável pela integração ortográfica, fonológica e lexical-semântica, e as regiões occipital-temporal que é denominado circuito ventral-associativo que é associado a memória baseada na estrutura linguística e ao sistema de identificação das palavras, nas pessoas disléxicas, essas regiões parecem ser de difícil acesso (FOZ, 2013). Então elas fazem uso da área de broca, que é a região inferior frontal e a outras áreas do hemisfério direito do cérebro que acabam por fornecer pistas visuais em relação ao que eles estão lendo, e de forma compensatória passam a utilizar um percurso lento e analítico para decodificar as palavras (MARTINS, 2001). Vejamos a seguir essas áreas do cérebro que ocorrem a dislexia.

O que uma pessoa com dislexia pode apresentar?

• Inversão de sílabas: sol – los; som – mos;

• Adição ou omissão de sons: casa – casaco;

• Repetição de sílabas;

• Salto de linhas;

• Soletração defeituosa das palavras;

 • Frequentemente pronunciam palavras de forma errada;

 • Levam muito tempo para aprender novas palavras;

• Cometem erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons;

• Não se sentem motivados para ler e evitam atividades que envolvem leitura;

• Tem dificuldade para memorizar textos sem compreendê-los;

• Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala de aula; leem muito devagar;

• Têm dificuldade em resolver problemas de matemática que necessitam de leitura;

E agora, vamos conhecer a discalculia?

De acordo com Rabelo (1998), a palavra discalculia deriva dos conceitos “dis” (desvio) + “calculare” (calcular, contar). Desta forma, passando a ser compreendida como “um distúrbio de aprendizagem que interfere negativamente com as competêcias[NU8] de matemática de alunos que, noutros aspetos, são normais” (p. 230).

E ainda, para Coelho (2013) trata-se de uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa compreender e manipular números. – Dificuldades na compreensão e memorização de conceitos matemáticos, regras e/ou fórmulas. Silva (2008), destaca que a dificuldade na escrita e leitura, a disgrafia, compromete a compreensão da matemática, que por sua vez só é possível com a assimilação da linguagem. A pessoa com discalculia tem dificuldade na elaboração do pensamento, dificuldades no processo de interiorização da linguagem para resolver problemas, fazer a relação entre o simbolismo numérico e sua correspondência entre número e quantidade, bem como fazer a representação da escrita de números, compreensão em relação de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho das coisas, estão entre as dificuldades do discalcúlico.

 Dificuldades apresentadas na Discalculia

Dificuldades na sequenciação de números (antecessor e sucessor) ou em dizer qual de dois é o maior, na diferenciação de esquerda/direita e de direções (norte, sul, este, oeste);

Dificuldades na resolução de operações matemáticas através de um problema proposto; – Em casos extremos, fobia à matemática.

Dificuldades na compreensão de unidades de medida, em tarefas que impliquem a passagem de tempo (ver as horas em relógios analógicos) e em tarefas que implicam lidar com dinheiro;

maxad

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